Lista do balde

Faz uns meses já, assisti com dois amigos a um filme, cujo título em inglês é "the bucket list", melhor traduzido como "a lista das botas", já que se refere a uma lista de coisas a fazer antes de "bater as botas".

Tentei montar a minha própria Lista de botas, mas é complicado, pq com tanta coisa a fazer / viver / ver nessa vida, a minha lista seria mais ou menos as páginas amarelas de Sampa, de tão pequenina.  Então, resolvi escrever as primeiras coisas que me viessem à memória, e ver o q q sai.

Saiu:

Levar meu filho a um lugar especial pra mim, numa idade em q ele se lembre disso no futuro;
Conhecer países em todos os continentes;
Comer cachorro quente no Gray Papaya’s;
Mudar a vida de alguém, fazendo algo muito simples;
Comprar um bem que custe o equivalente ao meu salário anual, em 3 parcelas;
Assistir o festival de Sakura, lá no Japão.
Deixar a preguiça de lado e competir uma prova de triatlo;
Rolar de rir;
Mergulhar num mar super límpido;

Sei que a lista de botas deve ser orgânica, e mudar à medida que nossas aspirações mudam, portanto não garanto que o q escrevi hj será o q vou buscar realizar amanhã.
Mas as buscas que levam a realizações podem tanto começar do acaso, como de uma daquelas idéias piolhas, que não saem da nossa cabeça.

Acho q a grande surpresa da vida vai ser descobrir como é q cada item dessa lista vai ser riscado. 

keep u posted.

O diário q nunca tive

Me disseram q eu precisava de um diário. Algo q fosse meu, q eu pudesse usar pra compartilhar pensamentos, medos, frustrações. Que eu pudesse descarregar da raiva q sinto ao amor q me consome. Opinião sincera: frufruzinho, frufruzento, ou seja, meio inútil. Logo, nunca tive um diário.
Não pela preocupação de q alguém pudesse ler e com isso conhecer os meus segredos, mas sim porque, pra mim, ao escrever algo acredito que a gente concretiza, eterniza, não desfaz mais. E não havia coisas na minha tenra idade que eu quisesse realmente eternizar.

Me disseram q eu precisava de um diário. Agora, adulta, me perguntei de novo: pra quê? Afinal, qd se é criança, faz sentido ter um diário pra afogar as mágoas, entretanto depois dos 18 posso lançar mão de alguns dos grandes amigos da mulher ferida: Johnny (Walker) e José (Cuervo). E os grandes segredos? Ah, qq pessoa que tenha grandes segredos ou os guarda na memória ou com um grande amigo, preferencialmente imaginário ou morto. Do contrário, pode ter algo grande, mas segredo já não será mais.

Me disseram q eu precisava de um diário. Porque há coisas que eu iria gostar de reler no futuro, pra visitar essa pessoa que um dia eu fora e q depois de muito tempo parecerá uma estranha aos olhos da que (re)lerá aquelas linhas. Admirar a paixão, os problemas, os sonhos, a ingenuidade. Não sei se revisitar essa mulher estranha vai me fazer bem. Há coisas de mim que quero deixar pra trás e nunca mais voltar a ver.

Quero um espaço em q eu possa falar de frugalidades. Que meus sentimentos sejam perfeitamente disfarçados sob a névoa do texto gerado das entranhas do pensamento. Um ponto de diversão, conversão, confissão. De rimas ridículas. Onde os segredos nunca figurem em nenhum lugar a não ser na memória desta que escreve, e que as palavras que escorrem das mãos façam a voz inaudita que chora, que ri, e que vive.
Me disseram q eu precisava de um diário. Não…. Hj, acho q eu preciso de um blog.