Errar é humano

O erro, o que é?
Não sei a verdade… mas graças à liberdade de expressão posso dizer o que eu acho…
Por formação, conheci o  erro… e soube que ele é feio. E que tem gente que chama de pecado.
Minha gente, eu fui criada na base do pecar não pode. Pecar traz o fogo eterno que vai chamuscar até as orelhas do veado da Tanzânia…
O erro é fatal! É imperdoável, abominável, terrível. Apenas o Todo-Poderoso pode perdoar, isso claro desde que você se mostre penitente, caridoso clemente, gentil e puro! Porque errar uma vez até se perdoa ( sim, após lista acima executada meticulosa e constantemente)… mas perdão UMA vez…. e olhe lá!
Engraçado que vejo hoje que a minha formação não me trouxe uma definição sequer saudável de "erro".
Curioso mesmo… é saber que o lugar que me deu a definição que hoje uso dessa palavra é o meu emprego. Uma empresa multinacional enorme, oriunda do berço do capitalismo. Essa ironia pra mim soa quase como uma metáfora marxista. ^_^
 
Foi onde eu trabalho que ouvi pela primeira vez o erro ser chamado de "fator humano".  Dessa expressão sublime eu entendo que:
Erros devem ser esperados. Se você não espera errar, ou mesmo não espera que errem com você… Lamento informar, mas você já errou ao gerar essa expectativa irreal.
O erro é parte do aprendizado. Pode dar mil palestras pro seu filho não colocar os dedinhos na tomada. Nada será tão memorável como o primeiro choque elétrico que o pegar desavisado.
O erro é uma tentativa… que não deu certo. Mas quantos erros são necessários pra gerar-se um acerto "daqueles"? Isso acho que nunca se mediu…
O erro é um risco calculado (algumas vezes por alguém que tira 5,0 em matemática). Muitas vezes o erro é consciente, mas quem erra deliberadamente o faz muitas vezes na base do "custo-benefício". O problema é errar nesse cálculo… pesar mal os prós e contras de um desacerto pode trazer muita dor de cabeça. E dor de cabeça sempre vem como bônus, nem precisa pedir.
Errar é tão evitável quanto respirar. Todos conseguimos ficar sem errar por algum tempo. Mas se deixarmos de errar de vez… estamos mortos.
Pra viver, é preciso preparar-se para enfrentar os próprios erros e os derivativos deles. Errar não é questão de "se".. mas sim de "quando".
Sorte é errar e ter tempo de perceber… Luxo é conseguir consertar…
O erro é o nosso denominador comum. Ricos e pobres, feios e lindos, todos erram, erraram e errarão. Em grande escala, somos todos iguais no ato de errar.
O erro, como a morte, não deve ser tabu. Não precisa colocar na primeira página do New York Times cada erro seu ou alheio. Mas também envergonhar-se de errar é igualmente tolo.
Ainda comparando o erro à morte. Ninguém quer morrer. Ninguém quer errar. Uns mais sábios cuidam-se para adiar a morte. A mesma analogia cabe aqui.
O erro humaniza. Nos difere do divino, do perfeito… o que pra mim, nos põe no nosso lugar…
Mas se por uma lado o erro nos iguala, por outro, o que nos difere é o que fazemos com nossos erros. Porque o erro é inevitável, mas o aprendizado é opcional.
Obrigada pela atenção e até o próximo post.